Desenho 2016

2016-03-01 11.10.59b

Desenho , 2016

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Modelo Masculino

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“… Christel, souviens-toi que les choses au monde que je respecte le plus sont l’honneur et la droiture, souviens toi que si je t’aime comme femme c’est aussi parce que je t’aime comme homme et qu’un de nos deux amours … Continuar a ler

Silêncio

Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio, e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo
(Cecília Meireles – Serenata)

Silêncio, aquarela, 2014

Silêncio, aquarela, 2014

Aquarela, 2014 (detalhe)

Aquarela, 2014 (detalhe)

Morreste sim, menina que um rio carrega,
Ó pálida Ofélia, tão bela como a neve !
– É que algum vento montanhês da Noruega
Contou que a liberdade é rude, mas é leve;

-É que um sopro, liberta a cabeleira presa,
Em teu espírito estranhos sons fez nascer
E em teu coração logo ouviste a Natureza
No queixume da árvore e do anoitecer.

– É que a voz do mar furioso, tumulto impávido,
Rasgou teu seio de menina, humano e doce;
– E em manhã de abril, certo cavalheiro pálido,
Um belo e pobre louco, aos teus pés ajoelhou-se.

E aí o céu, o amor : – que sonho, que pobre louca !
Ante ele eras a neve, desmaiado à luz;
Visões estrangulavam-se a fala na boca,
O Infinito aterrava os teus olhos azuis !

Ophelia de Arthur Rimbaud