À Chloris

aquarela

Aquarela, 2018, detalhe..

S’il est vrai, Chloris, que tu m’aimes,

Mais j’entends, que tu m’aimes bien,
Je ne crois point que les rois mêmes
Aient un bonheur pareil au mien.
Que la mort serait importune
De venir changer ma fortune
A la félicité des cieux!
Tout ce qu’on dit de l’ambroisie
Ne touche point ma fantaisie
Au prix des grâces de tes yeux  – (Reynaldo Hahn)

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…études pour le plaisir…

estudos 2017-08-27 13.55.59

Lavis, 2017. …. études pour le plaisir ….

… Drink up baby, look at the stars
I’ll kiss you again between the bars
Where I’m seeing you there with your hands in the air
Waiting to finally be caught … (Between The Bars –
Elliott Smith)

Feminino no Infinito – Exposição+ Sarau + Peça. Foi lindo!!!!

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Feminino no Infinito!

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Feminino no Infinito

Feminino no Infinito… Expo+ Sarau+ Peça

Exposição Feminino no Infinito!! Foi LIndo!!!

Montagem da exposição: Feminino no Infinito

Montagem da exposição: Feminino no Infinito .
∞ .
Vemm!!! Dia 23/09/2017 – das 16hs às 21:00hs.
Local: Teatro da Garagem
Rua Silveira Rodrigues, 331 A
São Paulo

Voluptas

Volúpia

No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frêmito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!

A sombra entre a mentira e a verdade…
A nuvem que arrastou o vento norte…
– Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!

Trago dálias vermelhas no regaço…
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!

E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças…

Florbela Espanca, in “Charneca em Flor”

Voluptas

Aquarela, 2017

Espelho

Aparte

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Hoje que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.

Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz.
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.

Que mal faz, esta cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?

Por fora, serei como queira
a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.

Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.

Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.

(Mulher ao espelho – Cecília Meireles)