Em busca do sagrado: o corpo


II

Porque tu sabes que é de poesia

Minha vida secreta. Tu sabes, Dionísio,

Que a teu lado te amando,

Antes de ser mulher sou inteira poeta.

E que o teu corpo existe porque o meu

Sempre existiu cantando. Meu corpo, Dionísio,

É que move o grande corpo teu

Ainda que tu me vejas extrema e suplicante

Quando amanhece e me dizes adeus.

(ODE DESCONTÍNUA E REMOTA PARA FLAUTA E OBOÉ.

DE ARIANA PARA DIONÍSIO. Hilda Hilst)

Carvão 2014

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2014

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Crayon 2014

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